quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Especialmente para ti Pedro M


Há já bastante tempo, uma leitora anónima deixou ficar um pequeno texto erótico como comentário a um dos meus posts. É um texto muito bem escrito, cheio de pormenores excitantes. Como muitas leitoras não visitam a caixa de comentários, decidi dar-lhe o destaque merecido. Espero que o apreciem, tanto como o eu apreciei.
Num próximo post, publicarei a minha resposta a este comentário.



No final do dia ao entrar em casa, pouso a pasta, descalço-me e tiro a minha saia.
Entro na sala escurecida pelas janelas fechadas. Sento-me na minha cadeira vermelha a relaxar. Desbotou-o a camisa branca e alço a perna direita sobre o braço da cadeira.
Trago aquela lingerie preta que me realça o peito, que tu tanto gostas.
Com os botões abertos olho para o vale que forma e não resisto. Com a mão direita percorro o vale acariciando cada montanha... hum! Do vale ao cume... por toda a montanha... por toda a paisagem.
Não contente com as minhas carícias, com a outra mão, começo a acariciar as minhas coxas e o meu sexo, já húmido.
Entre abrir e fechar olhos, entre mordidelas dos meus lábios, delicio-me ali, sozinha, no escuro, de pernas abertas na minha cadeira vermelha.
Sinto o meu coração a bater, a chamar cada vez mais forte, com mais ritmo, a minha respiração ofegante, cada vez mais descontrolada e eu esfrego-me, e eu sinto cada pedaço da minha pele, cada pedaço de mim! Eu dou-me a conhecer, o meu cheiro, o meu corpo.
De repente... um flash de luz zarpa! Abro os olhos e vejo a tua sombra, ali sentado quase à minha frente... nu... acariciando o teu sexo já duro e hirto, olhando-me. Não te tinha visto antes!
Como tu te excitas ao ver-me tocar-me! O teu rosto de prazer... de desejo desenfreado, mas gélido.
Tu, ali, no escuro, masturbavas-te... e sem eu te ver.
Fecho os olhos novamente, não me monstrando incomodada com a situação e continuo, avanço a um ritmo mais acelerado, gemendo, gritando, até que... Sinto-te! De olhos fechados sinto a minha mão ser substituída pela tua língua que me invade as entranhas e me faz delirar. Que me percorre os caminhos dos meus lábios e me sacia o desejo... em paralelo as tuas mãos acariciam o meu peito. Sinto os teus dedos, cada pedaço da tua pele em minha pele, milímetro por milímetro, sinto-te.
Quero mais e mais e tu dás-me mais e mais e não paras e eu não páro e grito e gemo e agarro-te a cabeça e não sei o que te faço. Desespero de desejo! De prazer de vontade de te ter.
Solto-me da cadeira agarro teu sexo! Ai como o agarro, ai como o quero.
Unimos nossos corpos pelas nossas línguas... continuas percorrendo meu sexo sugando-me, e eu, saboreio-te. Sinto cada pedaço do teu sexo. Está como eu gosto, duro, húmido, meu. Sentes a minha língua e retrais-te!
Ai, como me deixas louca de tesão!
Enrolamos nossos corpos, entras em mim ou eu em ti... é tao forte a união dos nossos corpos que já não te sei dizer!
Amas-me ali, naquele momento como se eu fosse única. Amo-te como se fosses meu. Como se o tempo parasse e o mundo fosse ali, agora, sem amanhã. Renasço!
Fodes-me como nunca ninguém me fodeu!

dedicado por uma leitora anónima
fotografia de Garm

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