segunda-feira, 24 de julho de 2017

Cunilingus



Una rosa abierta, desgarrada
de pliegues rosaroja
esperando tu boca.

Tu experimentada boca
tu boca loca, de lengua loca.

Vuelvo a pedirlo, desde que
dejasteis temblando mi alma
herida de suspiros y vacíos.

Mis caderas suben y bajan
mi garaganta grita
se retuerce mi cuerpo.

Tus dedos aprietan la piel que nace
debajo,
mientras juegas al efecto negativo
con la lengua.

LLegas y te enfrentas sin pedir
permiso, mientras las manos
recorren la madera lustrosa
de hombre.

Cerrar los ojos convencida
que estas con tus alas desplegadas
ángel maldito, adictivo y entregado.

Cae la tarde, y tambien la espuma
sobre mi vientre
tus olas se han venido rabiosas
descaradas y violentas.

La tibieza de las células derramadas
por doquier sobre mi espalda
transformada en agua alimenticia,

No estás...
te has ido con la escarcha de la mañana
a mi me han brotado hijos en los pezones
recordando tu boca loquísima.

Nada impide que me apetezca
lo mismo mañana, hoy mismo
aunque no navegues mis aguas!

por Nina Salinas (César)
fotografia de autor desconhecido

terça-feira, 18 de julho de 2017

Me mirabas



Me mirabas y reías en la sombra,
con esa expresión pura e inocente.
Aquella que cautiva y provoca
el pensamiento sórdido e indecente.

Bailaste tan impúdica y femenina,
con un atuendo parvo y estrecho,
ostentando tus sensuales ligas
sobre la seda negra de nuestro lecho.

Tu lengua jugueteaba con mi vista,
estimulando el deseo de tus labios.
Alzaste tu vestido, cual musa atrevida
con movimientos lentos y sabios.

De rodillas, me mirabas,
tentando mi género con tus manos.
Sonreías traviesa y succionabas
presa de un apetito desquiciado.

Ansiosa relamías y, me mirabas
como queriendo cada vez más.
Tus ojos delineados me acechaban
con una perversión estimulante.

Cual ramera escupías, mamabas...
¡Y me mirabas, haciéndolo más intenso!
Exhibías tu lengua y luego te apartabas
dejando un hilo pegajoso y tenso.

Decías acaba sobre mí, lo quiero...
y abriendo tu Entonces sentía un fuego interno,
que al apreciar posabas la cara.

Y mostrando tu lengua lechosa.
Fuí adicto a la felación,
de tu garganta y labios de diosa.

por Arcanvm (César)
fotografia de autor desconhecido 




quinta-feira, 13 de julho de 2017

Meu chocolate



Ao leite ou derretido
Com passas ou crocante
Puro ou pervertido
Com recheio
É excitante
Eu saboreio
Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada
Chocolate
Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo
Meu chocolate
Meu veneno
Você é arte
Só você extermina
Minha melancolia
Você, serotonina
Que me vicia

por Liz Christine
fotografia de autor desconhecido

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Fecundação



Teus olhos me olham
longamente,
imperiosamente
de dentro deles teu amor me espia.

Teus olhos me olham numa tortura
de alma que quer ser corpo,
de criação que anseia ser criatura

Tua mão contém a minha
de momento a momento
é uma ave aflita
meu pensamento
na tua mão.

Nada me dizes,
porém entra-me a carne a persuasão
de que teus dedos criam raízes
na minha mão.

Teu olhar abre os braços,
de longe,
à forma inquieta de meu ser,
abre os braços e enlaça-me toda a alma.

Tem teu mórbido olhar
penetrações supremas
e sinto, por senti-lo, tal prazer,
há nos meus poros tal palpitação,
que me vem a ilusão
de que se vai abrir
todo meu corpo
em poemas.

por Gilka Machado
fotografia de autor desconhecido

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Paixão porta adentro



Paixão porta afora
não se comporta:
pernas sobre pernas,
desliza a pele lisa,
vestido sobe
e tronco desce
nu
até encostar
calor com calor
seco com úmida
e equilibar
e desequilibrar.

Âmago à porta,
como se esperasse
— gosta de estar à porta;
sentir que o rosto umedece
com um pulsar
antes de provar do chão
liso,
depois, enfim, desce,
trespassa o batente
e sente até os pés molhar,
seco com úmida,
finalmente, unidos.

Paixão porta adentro.

por Saulo Pessato
fotografia de Simon Bolz

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Carla


Nua, quando beija
a minha boca Carla,
tarde, alarma a calma,
quero abocar-la.

Carla, a minha boca
quieta, pois é tua,
quando fala, cala-me!
Carla-me...

por Saulo Pessato
fotografia de Simon Bolz

domingo, 25 de junho de 2017

A bunda, que engraçada


A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora — murmura a bunda — esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.

por Carlos Drummnod de Andrade
fotografia de autor desconhecido