sexta-feira, 14 de maio de 2010

Inocência


Sei que não é amor,
mas embrulhas os sentidos em gestos coloridos.
O teu sorriso troça da tristeza,
arranca o meu entre a provocação e a a candura.
Fico na expectativa do teu toque...
da tua timidez,
da quase juvenil carícia
na mescla sensual de que a revestes.

Sei que não é amor
mas atreves-te a quebrar tabus,
quando me desejas
me provocas
me queres de uma maneira que é só tua.

Sei que não é amor.
Nem mesmo é paixão.
Mas a loucura partilhada dos sentidos,
existe no olhar trocado.
Sei que me perco nos beijos ora vorazes, ora subtis,
no abraço carente que me desnuda aos poucos.
Brincamos sem pudor
carentes desse amplexo desejado.
E embarcamos numa viagem feita de um desejo duro mas doce.
Nunca nos falta o riso
rolando como pérola.

Sei que não é amor
mas partilhas comigo um arco íris de emoções...
E o teu amplexo é forte e orvalhado de desejo.

Sôfrega é a satisfação linear,
sem perguntas, sem noites de espera,
sem algemas a roerem esfomeadas.

O corpo é um abrigo em que se esconde a alma.

Sei que não é amor
nem mesmo é paixão.
É talvez um não sei quê
que vai e vem
e deixa a vida intacta, virgem... à espera.

por Margarida Piloto Garcia
fotografia de Tsifrolyub

7 comentários:

Bianca disse...

Tão lindo...
Tão sentido meu...
Beijo a ti,
Cabra Branca

Marta disse...

A partilha...a loucura do desejo....uma cumplicidade, uma intimidade densa....
Bonito poema....
Beijos e abraços
Marta

Anónimo disse...

simplesmente lindo!!!

bjinho

Anónimo disse...

Só...faz sentir assim...FELIZ!!!

bjinho-

Pedro M disse...

Ohh Bianca...

fechei os olhos ao sentir o toque dos teus lábios :-)

Beijo retribuido

Pedro M disse...

mmm Marta,

o desejo convida à intimidade, ao prazer que se repete...

Beijinho

Pedro M disse...

Minha querida Anónima,

fez-me sorrir :-)

Beijinho