57 anos, profissional liberal. Vivo no Porto. Adoro mulheres sensuais, apaixonadas, vibrantes... Acompanhante masculino. Simpático, discreto, culto, meigo e carinhoso. Desloco-me a domicílios, hotéis e motéis. Disponibilidade algo limitada, por motivos profissionais. Qualquer encontro deverá ser marcado com alguma (pequena) antecedência.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Poeminha de louvor ao “strip-tease” secular
Eu sou do tempo em que a mulher
Mostrar o tornozelo
Era um apelo!
Depois, já rapazinho, vi as primeiras pernas
De mulher
Sem saia;
Mas foi na praia!
A moda avança
A saia sobe mais
Mostra os joelhos
Infernais!
As fazendas
Com os anos
Se fazem mais leves
E surgem figurinhas
Em roupas transparentes
Pelas ruas:
Quase nuas.
E a mania do esporte
Trouxe o short.
O short amigo
Que trouxe consigo
O maiô de duas peças.
E logo, de audácia em audácia,
A natureza ganhando terreno
Sugeriu o biquíni,
O maiô de pequeno ficando mais pequeno
Não se sabendo mais
Até onde um corpo branco
Pode ficar moreno.
Deus,
A graça é imerecida,
Mas dai-me ainda
Uns aninhos de vida!
por Millôr Fernandes,
fotografia de autor desconhecido
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Besarte toda
Contaré trescientas veinte veces trescientos
para besarte toda.
Vendré bajando desde la cresta hasta la cauda,
desde los riscos hasta las grutas,
de ala en ala, de pluma en pluma,
bajo tu sombra y bajo el aroma,
y por encima de lo que el alba
me dijo nunca me le acercara.
Empezaré de este a oeste
fijando un punto sobre tu frente.
Iré contando lento y despacio
pues hay besos que valen oro
dejarlos quietos sobre tu dorso.
Y hay besos que son de encanto
y esos los pongo juntitos todos
a que se agrupen
abanicando tu dulce vientre.
Hay besos que se hipnotizan,
se vuelven locos y caen cual flechas
para perderse en tu pecho y vibran.
Hay besos, y tantos besos,
que voy contando sin darme prisa.
Y cuento y cuento sin agotarlos,
sólo que ericen tu piel y tiemble.
Y cuando llego a doscientos treinta,
sin que lo notes,
finjo demencia para iniciar de nuevo
la cuenta en cero:
trescientos veinte, trescientas veces.
De oeste a este para ubicarme
y llenar de besos esos espacios
que me faltaron de este a oeste.
Trescientas veces para que sueñes.
Trescientas veces para que vibres.
Trescientas veces, a que me beses.
De este a oeste, cubriendo todo,
para animarte, para extasiarte,
para que sientas la primavera
que va naciendo desde tu vientre.
por Salvador Pliego,
fotografia de autor desconhecido
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Julho segundo Simon Bolz, Paul Simon e Art Garfunkel
July, she will fly
And give no warning to her flight.
April come she will
April come she will
When streams are ripe and swelled with rain;
May, she will stay,
Resting in my arms again
June, she'll change her tune,
In restless walks she'll prowl the night;
July, she will fly
And give no warning to her flight.
August, die she must,
The autumn winds blow chilly and cold;
September I'll remember.
A love once new has now grown old.
poema de Paul Simon e Art Garfunkel
fotografia de Simon Bolz
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Troco
Eu troco
ponho e disponho
da diferença do meu corpo
no agasalho da nuca
a penumbra do pescoço
Ombros a meio divididos
onde as asas já despontam
para a ternura das nádegas
fazendo tudo
o que contam
Dispo
troco digo e ponho
os dedos no espaço incerto
onde a língua toma o gosto
do que fica a descoberto
por Maria Teresa Horta,
fotografia de autor desconhecido
domingo, 1 de junho de 2014
Junho segundo Simon Bolz e Joe Cocker
You Can Leave Your Hat On
Baby, take off your coat...real slow
Baby, take off your shoes...here, I'll take your shoes
Baby, take off your dress
Yes, yes, yes
You can leave your hat on
You can leave your hat on
You can leave your hat on
Go on over there and turn on the light...no, all the lights
Now come back here and stand on this chair...that's right
Raise your arms up in to the air...shake 'em
You give me a reason to live
You give me a reason to live
You give me a reason to live
Suspicious minds are talking
Trying to tear us apart
They say that my love is wrong
They don't know what love is
They don't know what love is
They don't know what love is
They don't know what love is
I know what love is
poema de Randy Newman (mas aa melhor versão foi sempre a de Joe Cocker)
fotografia de Simon Bolz
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Jogos sem Conceitos
Lambe
Sambe
Meu corpo
Promete
Espera
Aguenta
Venha
Experimenta
Joga
Brinca
Tenta
Seduza
Abusa-me
Lambuza
Orienta-me
Faz-me
Louca
Pouca
Doida
Muita
Traduza-me
Cola
Tua pele na minha
Tua carne
Teu sexo
No meu sexo
Transgrida
Infrinja
Leis
Conceitos
Regras
Baste-se
Junte-me
Embole-se
No jogo de pernas
Quadris
Braços
Bocas e línguas
Deixe correr
Deixe rolar
Vamos
Agora e sempre
Amar e gozar...
por Cau Lanza,
fotografia de autor desconhecido
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Maio segundo Simon Bolz e Zeca Afonso
Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou
Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua vinha lá de Istambul
Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua andava ao longe a varar
(...)
poema de Zeca Afonso
fotografia de Simon Bolz
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