57 anos, profissional liberal. Vivo no Porto. Adoro mulheres sensuais, apaixonadas, vibrantes... Acompanhante masculino. Simpático, discreto, culto, meigo e carinhoso. Desloco-me a domicílios, hotéis e motéis. Disponibilidade algo limitada, por motivos profissionais. Qualquer encontro deverá ser marcado com alguma (pequena) antecedência.
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sábado, 27 de julho de 2024
Desabafo de Prazer
Seu cheiro me atrai
Como abelha pra colmeia...
O gosto de sua boca é doce, é delícia
Tal qual o mel que escorre pela boca...
Que boca!
Fico louca...
Sua mão quente queima minha pele
E me incendeia de desejo
Parece fogo que se alastra pelo vento...
Seu beijo suave, sedutor, sorrateiro,
Me toma por inteiro...
Sua língua é uma enguia,
Que dá choques e arrepia...
E assim toda excitada...
Pra você
Me abro
E desabo de prazer!
por Maria Helena Viana in Verão Caliente
fotografia de Simon Bolz
Modelo: Damu Lee
quarta-feira, 5 de junho de 2024
Objeto de amor
De tal ordem é e tão precioso
o que devo dizer-lhes
que não posso guardá-lo
sem a sensação de um roubo:
cu é lindo!
Fazei o que puderdes com esta dádiva.
Quanto a mim dou graças
pelo que agora sei
e, mais que perdôo, eu amo.
por Adélia Prado
fotografia de Simon Bolz
Modelo: Clara
quarta-feira, 26 de abril de 2023
Miragem
E fê me ro
Desejo meu
Sentir o sabor
No prazer do teu corpo
Vislumbre
É o proibido
No segredo do mútuo desejar
Desnudar
Tiro a roupa
Se você quiser
Mostrar a transa
Me encanta
Me goza
Me lambe
O toque
Já vem por pensamento
Me pega sem medo
Vem comer meu gosto vivo
Sem receio
Vem logo se entregar
Ao meu encanto proibido
Sem medo
Vem logo me transformar em perdição
por Deni Maliska
fotografia de Simon Bolz
model: Lina Linn
quinta-feira, 2 de março de 2023
Ela
Ela anda
Ela dança
Ela brinca
Ela excita
Um mulher adulta
Que brinca de ser criança.
Ela instiga
Ela rebola
Ela revitaliza
Dá aula de sensualidade
Não chove nem molha
Sabe envolver um homem de verdade.
Ela olha
Ela provoca
Ela, intensamente, respira
Ela morde e logo em seguida assopra
A muitas ela inspira...
por Daniella Flores
fotografia de Simon Bolz
modelo: Marjana
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
Wake me
Can I drink you, to wake me,
swirl you in my mouth, on my
tongue, and taste you like
honey, a drop or two?
Keep your coffee,
your tea, give me you,
give me a half sip
of ecstasy.
by Tyler Knott Gregson
photography by Simon Bolz model: Anna
sábado, 5 de março de 2022
Uma mulher
Uma mulher caminha nua pelo quarto
é lenta como a luz daquela estrela
é tão secreta uma mulher que ao vê-la
nua no quarto pouco se sabe dela
a cor da pele, dos pêlos, o cabelo
o modo de pisar, algumas marcas
a curva arredondada de suas ancas
a parte onde a carne é mais branca
uma mulher é feita de mistérios
tudo se esconde: os sonhos, as axilas,
a vagina
ela envelhece e esconde uma menina
que permanece onde ela está agora
o homem que descobre uma mulher
será sempre o primeiro a ver a aurora.
por Bruna Lombardi
fotografia de Simon Bolz
modelo: Anna
domingo, 10 de janeiro de 2021
Bundamel bundalis
bundacor bundamor
Bundamel bundalis bundacor bundamor
bundalei bundalor bundanil bundapão
bunda de mil versões, pluribunda unibunda
bunda em flor, bunda em al
bunda lunar e sol
bundarrabil
Bunda maga e plural, bunda além do irreal
arquibunda selada em pauta de hermetismo
opalescente bun
incandescente bun
meigo favo escondido em tufos tenebrosos
a que não chega o enxofre da lascívia
e onde
a global palidez de zonas hiperbóreas
concentra a música incessante
do girabundo cósmico.
Bundaril bundilim bunda mais do que bunda
bunda mutante/renovante
que ao número acrescenta uma nova harmonia.
Vai seguindo e cantando e envolvendo de espasmo
o arco de triunfo, a ponte de suspiros
a torre de suicídio, a morte do Arpoador
bunditálix, bundífoda
bundamor bundamor bundamor bundamor.
por Carlos Drummond de Andrade
fotografia de Simon Bolz
modelo: Sazze
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
Cuando, después de amarnos
Cuando, después de amarnos, te coges el cabello
desordenado, ¡cómo son de hermosos tus brazos!
cual en un libro abierto, surge la letra negra
de tus axilas, fina, dulce sobre lo blanco.
Y en el gesto violento, se te abren los pechos,
y los pezones, tantas veces acariciados,
parecen, desde lejos, más oscuros, más grandes...
el sexo se te esconde, más pequeño y más blando...
¡Oh, qué desdoblamiento de cosas!
Luego, el traje lo torna todo al paisaje cotidiano,
como una madriguera en donde se ocultaran,
lo mismo que culebras, pechos, muslos y brazos.
por Juan Ramón Jiménez
fotografia de Simon Bolz
modelo: Ariel
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Paixão porta adentro
Paixão porta afora
não se comporta:
pernas sobre pernas,
desliza a pele lisa,
vestido sobe
e tronco desce
nu
até encostar
calor com calor
seco com úmida
e equilibar
e desequilibrar.
Âmago à porta,
como se esperasse
— gosta de estar à porta;
sentir que o rosto umedece
com um pulsar
antes de provar do chão
liso,
depois, enfim, desce,
trespassa o batente
e sente até os pés molhar,
seco com úmida,
finalmente, unidos.
Paixão porta adentro.
por Saulo Pessato
fotografia de Simon Bolz
segunda-feira, 3 de julho de 2017
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Dezembro segundo Simon Bolz e Luís de Camões
O fogo que na branda cera ardia
O fogo que na branda cera ardia,
Vendo o rosto gentil que na alma vejo.
Se acendeu de outro fogo do desejo,
Por alcançar a luz que vence o dia.
Como de dois ardores se incendia,
Da grande impaciência fez despejo,
E, remetendo com furor sobejo,
Vos foi beijar na parte onde se via.
Ditosa aquela flama, que se atreve
Apagar seus ardores e tormentos
Na vista do que o mundo tremer deve!
Namoram-se, Senhora, os Elementos
De vós, e queima o fogo aquela nave
Que queima corações e pensamentos.
por Luís Vaz de Camões
fotografia de Simon Bolz
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Novembro segundo Simon Bolz e Maria Teresa Horta
Antecipação
Entreabro as minhas
coxas
no início dos teus beijos
imagino as tuas
pernas
guidas pelo desejo
oiço baixo o teu
gemido
calado pelos meus dentes
imagino a tua boca
rasgada
sobre o meu ventre
por Maria Teresa Horta
fotografia de Simon Bolz
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Outubro segundo Simon Bolz e José Gomes Ferreira
De: Café
De súbito, o diabinho que me dançava nos olhos,
mal viu a menina atravessar a rua,
saltou num ímpeto de besouro
e despiu-a toda...
E a Que-Sempre-Tanto-Se-Recata
ficou nua,
sonambulamente nua,
com um seio de ouro
e outro de prata.
poema de José Gomes Ferreira
fotografia de Simon Bolz
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Setembro segundo Simon Bolz e Carlos Drummond de Andrade
Era Manhã de Setembro
Era manhã de setembro
e
ela me beijava o membro
Aviões e nuvens passavam
coros negros rebramiam
ela me beijava o membro
O meu tempo de menino
o meu tempo ainda futuro
cruzados floriam junto
Ela me beijava o membro
Um passarinho cantava,
bem dentro da árvore, dentro
da terra, de mim, da morte
Morte e primavera em rama
disputavam-se a água clara
água que dobrava a sede
Ela me beijando o membro
Tudo o que eu tivera sido
quanto me fora defeso
já não formava sentido
Somente rosa crispada
o talo ardente, uma flama
aquele êxtase na grama
Ela a me beijar o membro
Dos beijos era o mais casto
na pureza despojada
que é própria das coisas dadas
Nem era preito de escrava
enrodilhada na sombra
mas presente de rainha
tornando-se coisa minha
circulando-me no sangue
e doce e lento e erradio
como beijara uma santa
no mais divino transporte
e num solene arrepio
beijava beijava o membro
Pensando nos outros homens
eu tinha pena de todos
aprisionados no mundo
Meu império se estendia
por toda a praia deserta
e a cada sentido alerta
Ela me beijava o membro
O capítulo do ser
o mistério de existir
o desencontro de amar
eram tudo ondas caladas
morrendo num cais longínquo
e uma cidade se erguia
radiante de pedrarias
e de ódios apaziguados
e o espasmo vinha na brisa
para consigo furtar-me
se antes não me desfolhava
como um cabelo se alisa
e me tornava disperso
todo em circulos concêntricos
na fumaça do universo
Beijava o membro
beijava
e se morria beijando
a renascer em setembro
poema de Carlos Drummond de Andrade
fotografia de Simon Bolz
sábado, 2 de agosto de 2014
Agosto segundo Simon Bolz e William Shakespeare
Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.
William Shakespeare in Sonho de uma Noite de Verão,
fotografia de Simon Bolz
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Julho segundo Simon Bolz, Paul Simon e Art Garfunkel
July, she will fly
And give no warning to her flight.
April come she will
April come she will
When streams are ripe and swelled with rain;
May, she will stay,
Resting in my arms again
June, she'll change her tune,
In restless walks she'll prowl the night;
July, she will fly
And give no warning to her flight.
August, die she must,
The autumn winds blow chilly and cold;
September I'll remember.
A love once new has now grown old.
poema de Paul Simon e Art Garfunkel
fotografia de Simon Bolz
domingo, 1 de junho de 2014
Junho segundo Simon Bolz e Joe Cocker
You Can Leave Your Hat On
Baby, take off your coat...real slow
Baby, take off your shoes...here, I'll take your shoes
Baby, take off your dress
Yes, yes, yes
You can leave your hat on
You can leave your hat on
You can leave your hat on
Go on over there and turn on the light...no, all the lights
Now come back here and stand on this chair...that's right
Raise your arms up in to the air...shake 'em
You give me a reason to live
You give me a reason to live
You give me a reason to live
Suspicious minds are talking
Trying to tear us apart
They say that my love is wrong
They don't know what love is
They don't know what love is
They don't know what love is
They don't know what love is
I know what love is
poema de Randy Newman (mas aa melhor versão foi sempre a de Joe Cocker)
fotografia de Simon Bolz
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Maio segundo Simon Bolz e Zeca Afonso
Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou
Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua vinha lá de Istambul
Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua andava ao longe a varar
(...)
poema de Zeca Afonso
fotografia de Simon Bolz
terça-feira, 11 de março de 2014
Cansei! Não quero mais príncipe
Cansei! Já não quero mais príncipe.
Já vai distante meu tempo de inocência
Quero agora um lobo mau
Condizente com minha exigência!
Príncipe encantado... nem pensar!
Quero agora um lobo mau
Atrevido... ousado
Para intensamente me amar
Quero-o astuto e dominador
Para com seus olhos ardentes me despir
Que venha gostoso e sem pudor
Para com loucura me possuir!
Príncipe? Já não é sua vez nem hora
Quero agora um lobo bem mau
Que chegue até mim com competência
E que me devore cheio de indecência!
por Nádia Santos,
fotografia de Simon Bolz
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