segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Soneto da posse


Amar é possuir. Não mais que o gozo
quero. Não sei porque desejas tanto
escravizar-me; escravizar-te. Quanto
menos me tens, mais me terás. Gostoso
é ser-me livre, alegre, escandaloso ―
o peito aberto pra cantar meu canto;
os olhos claros pra ver todo encanto;
as mãos aladas, pássaros sem pouso.
Abre-me o corpo, vem dá-me o teu vale,
e a esconsa flor que ocultas hesitante,
pois o que falo o falo sem que fale
em tom de amor. Quero vaivém, espasmo ―
um corpo a corpo num só corpo palpitante,
dois no galope até o sol de um só orgasmo.

por Ildásio Tavares
fotografia de Garm

6 comentários:

Luxúria sentida... disse...

excelentes escolhas as tuas.
bjs de luxo

Tríade disse...

Sexo puro e duro! hummmm...

Ana disse...

Que bela escolha, quer de imagem quer de texto.
Amar é entregar-se livremente, amar é essencialmente respeitar o espaço de cada um, com o maior prazer possivel
Beijo Pedro M

Pedro M disse...

mmm Luxúria...

são escolhas inspiradas pelo desejo :-)

Beijo

Pedro M disse...

minha querida Tríade,

sexo puro e duro, sim, mas inspirado no desejo, no prazer a dois, no toque suave das peles que se roçam, no calor quente dos lábios, no sabores inebriantes que se mesclam...

Um beijo... de desejo

Pedro M disse...

Minha querida Ana,

o maior prazer é ver o prazer do outro, é ver o teu prazer, estampado nos teus olhos semicerrados, nos teus lábios entreabertos, no teu corpo que estremece...

Um beijo... ardente