57 anos, profissional liberal. Vivo no Porto. Adoro mulheres sensuais, apaixonadas, vibrantes... Acompanhante masculino. Simpático, discreto, culto, meigo e carinhoso. Desloco-me a domicílios, hotéis e motéis. Disponibilidade algo limitada, por motivos profissionais. Qualquer encontro deverá ser marcado com alguma (pequena) antecedência.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Vertigem
Quando sob o meu
está o teu corpo
e eu nado dentro
do desejo e enlaço
os teus ombros as ancas
e o dorso
enquanto o espasmo se faz
num outro abraço
Desprendo a boca
depois
no grito solto
mordo-te os pulsos
ambos
no orgasmo
volto ao de cima
da água
do meu gosto
Bebo-te a vertigem
e em seguida o hálito.
por Maria Teresa Horta
fotografia de autor desconhecido
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Entre lençóis
Envoltos pela névoa de linho
os amantes se olham
indescobertos...
Envoltos por sins e temores
os amantes se tocam
cautelosamente...
Envoltos por olhos ardentes...
os amantes se desejam
misteriosamente...
Envoltos... no quarto fechado
há um não sobrar de
espaço para dois
As palavras sussurram delicadamente
prazeres inconfessáveis e não ditos
Mãos espalmadas em busca de espaço
desafiando as leis da física...
Pernas, ora trançadas ora retesadas...
querendo quebrar todos os limites
Bocas em beijos, em cada milímetro...
engolindo toda a possível resistência
Entre lençóis,
os amantes se esquecem
eternamente do tempo...
Para quê tempo?
se, entre lençóis, eles
vivem tão intensamente?...
E... bem cá entre nós
— Para quê mais os lençóis?...
por Djalma Filho
fotografia de autor desconhecido
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Por decoro
Quando me esperas, palpitando amores,
e os lábios grossos e úmidos me estendes,
e do teu corpo cálido desprendes
desconhecido olor de estranhas flores;
quando, toda suspiros e fervores,
nesta prisão de músculos te prendes,
e aos meus beijos de sátiro te rendes,
furtando às rosas as purpúreas cores;
os olhos teus, inexpressivamente,
entrefechados, lânguidos, tranqüilos,
olham, meu doce amor, de tal maneira,
que, se olhassem assim, publicamente,
deveria, perdoa-me, cobri-los
uma discreta folha de parreira.
por Artur Azevedo
fotografia de Pavel Kiselev
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