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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Dispo-me


Dispo-me…
no segredo nu
das tuas vestes irresistíveis
no olhar concavo,
do imaculado desfruto.

Navego-te, oceano
turbulento de águas febris,
franqueio o veludo tépido dos poros
a estalar como átomos inebriantes
na voluptuosidade do anelo.
Cópulas intensas evocam lençóis brancos
como sementes, coadas nos corpos
num ledo e fogoso pórtico semiaberto
ás combustões macias dos tecidos
do sinuoso e profundo lago imaginário.

Danças em mim, despojos d’alma,
visto-te com a minha pele, toco-te…
submergem da languidez adormecida
do teu corpo espasmos, orgasmos,
renovados no respiro ofegante da
da ressoada e porosa fonte!…

por José M. Silva
fotografia de Stefan Rappo

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

As mil cores do amor


O ar é inalado com mais frequência.
Conjunto de sutiã e cueca no tom de carmesim e preto.
Como resistir?
O amor é complexo e tem medo de se apaixonar.
Mas confia nela e quando a vê no seu quarto toda a dúvida se vai.
Ele dá um passo em frente e parece que tudo sem ela não tinha cor.
Então, ela entende a absorção de todos os fracassos e com o dedo esticado, pálido, e com as unhas pintadas de vermelho chama-o, encolhe e estica o dedo.
Mas fica imobilizado, ela tresanda a sensualidade.
Não a pode deixar escapar, já a fez suspirar uma vez, apesar de também já ter falhado.
Um passo mais à frente e todo o seu sangue ferve...
Não pode ter medo o resto da vida..
O tempo todo tem que acreditar que tudo funcionará bem.
Neles tudo continuava igual, não há razões para não acontecer.
Um passo mais perto e ela mostra o umbigo da barriga dela de boneca ao deitar-se.
Um passo mais perto e ela já toca com as pontas dos dedos dos pés nas pernas do mesmo.
Ela transforma-o em submisso sempre que o quer encontrar ele está sem atrasos para a servir.
O calor perto dela é intenso e insuportável.
O aroma das velas aromáticas acorda-o e beija os pés dela revestidos apenas por umas meias de rede.
É difícil dizer não.
Até chega a sonhar com toda a tonalidade do corpo feminino.
Engraçado, nada muda nesta cama a mão dela aperta firme os cabelos da cabeça do rapaz para o dirigir.
Longe do romance mas perto da satisfação.
Quer-lhe dar tudo o que não conseguiu na última vez.
Eleva o rosto dele e olha-o nos olhos. Os olhos marrom estão incendiados.
— Vamos para o parque de diversões. — Sorri.
Esfrega os lábios por de baixo de um tecido fino quase transparente no rosto dele. Sente a textura das meias aos quadrados.
É óbvio que o desejo é mútuo.
Se alguém estivesse a ver também quereria participar.
A única verdade é que o íman os aproxima a cada momento.
Também entendeu que o conjunto é novo. Espera ser o primeiro a cheirá-lo.
Tão difícil recolher as mãos e não lhe tocar. Sofrer em desejo e não satisfazê-lo logo.
Ela eleva de novo o rosto dele e mostra-lhe um chicote novo. O cheiro do couro indicava-o.
Sempre o aceitou porque sabia que nunca o magoaria.
— Roupa fora. — Os lábios encarnados movem-se e logo ele obedece.
Mais um passo próximo e é beijado nos joelhos com subidas. O que o inquietava eram as fivelas do chicote balançando sobre a pele dele.
Provocadora, ela coloca 4 dos 5 dedos dele na boca.
Envolve-os com a língua áspera e húmida. Suga-os em seguida e sem forma de se controlar o seu corpo torna-se trémulo.
Mesmo a conhecer os desejos dela, ainda fica nervoso.
Entra em estado de brasa ao sentir a boca dela nos seus dedos.
O momento soft e doce torna-se em chamas quando ela agarra na mola e a aperta.
Ele trinca o lábio inferior e fecha os olhos.
Talvez seja errado, talvez as regras dela não permitam, mas ele desejava que lhe tocasse.
E se as pessoas vissem também quereriam sentir a firmeza desta mão feminina.
A outra mão agarra a pele sensível escondida.
Ambas puxam-no pra baixo enquanto os dedos dele ainda são sugados.
Mas deixa-o imóvel com os dedos cheios de saliva e larga o pénis e os testículos com firmeza.
Eleva uma perna para ele segurar e despe a meia, eleva a outra e despe. Continua a segurá-la.
Consegue avistar os actos da mulher, com um dedo a passear em si e quando se sente húmida e com o sangue a ferver cria uma melodia.
O homem começa a beijar o pé dela de novo, para não se concentrar no atrevimento dela, mas era impossível. A cada momento crescia.
Conforme subia a beijar a perna, a tesão existente roçava na outra perna.
E assim que chega à cintura lambuza as virilhas, enquanto o cheiro do prazer dela o inundava.
Já quase sem forças e trémula, puxa-o para si e ele lambe todo o seu prazer propositando mais.
— Enche-me com força.
De joelhos, ele debruça-se sobre o corpo feminino e completa o seu ser.
Retira as restantes forças e no fim beija o umbigo e sobe mas ela pára-o. Tem mais ideias para ele.
Sabe o quanto se esforçou e dá valor ao seu desempenho.
Quando o fôlego é recompensado, ela manda o homem deitar-se.
Passa as fivelas de couro no corpo dele.
Mãos para cima e não as pode mexer, pés presos na cama e os olhos vendados.
Champagne gelado cai sobre o tronco dele e em seguida pressiona a pele dele com os lábios causando fricção.
E termina por massajá-lo e sugá-lo até não haver mais o que chupar.


por Lily Silva
fotografia de autor desconhecido

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Dispo-me


Dispo-me…
no segredo nu
das tuas vestes irresistíveis
no olhar côncavo,
do imaculado desfruto.

Navego-te, oceano
turbulento de águas febris,
franqueio o veludo tépido dos poros
a estalar como átomos inebriantes
na voluptuosidade do anelo.
Cópulas intensas evocam lençóis brancos
como sementes, coadas nos corpos
num ledo e fogoso pórtico semiaberto
às combustões macias dos tecidos
do sinuoso e profundo lago imaginário.

Danças em mim, despojos d’alma,
visto-te com a minha pele, toco-te…
submergem da languidez adormecida
do teu corpo espasmos, orgasmos,
renovados no respiro ofegante da
da ressoada e porosa fonte!…

por José M. Silva
fotografia de autor desconhecido

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Voluptuosidade


Invades-me a alma
Num beijo molhado
Que me aquece o corpo
E me leva à entrega absoluta.

Já não sei quem sou…

Perco-me nas partículas
Que te cobrem, envolvem,
E abarco-te com volúpia
No íntimo de mim.

Já não sei onde estou…

Em ondas uníssonas e ritmadas,
Entre gritos e gemidos,
Salivamos torrentes de amor
Que se quedam eternas.

Já não sei de mim…

O colapso final surge
Entre ejaculações e contracções
E palavras de amor
No declínio da tensão.

Já não somos dois…


por Vera Sousa Silva
fotografia de autor desconhecido

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Gatinha




Toda ela encantadora produzida,
de seda coberta aos pés todo encoberta,
nas sem calcinha muito sedutora
com a camisola entreaberta.
Dos olhos saem chispas de desejo,
os lábios úmidos odor a exalar
de fêmea sedutora e carinhosa,
mas com a alma de mulher a excitar.
Coloca-se de quatro, qual gatinha
meiga, carinhosa, toda de desejo,
ela me chama e diz que é toda minha.
E no seu lugarzinho tão querido
ela pede que estocada seja dada
e se desmancha num doce gemido.


por Norival Vieira da Silva
fotografia de autor desconhecido

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Gatinha


Toda ela encantadora produzida,
de seda coberta aos pés todo encoberta,
mas sem calcinha muito sedutora
com a camisola entreaberta.
Dos olhos saem chispas de desejo,
os lábios húmidos odor a exalar
de fêmea sedutora e carinhosa,
mas com a alma de mulher a excitar.
Coloca-se de quatro, qual gatinha
meiga, carinhosa, toda de desejo,
ela me chama e diz que é toda minha.
E no seu lugarzinho tão querido
ela pede que estocada seja dada
e se desmancha num doce gemido.

por Norival Vieira da Silva
fotografia de autor desconhecido

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sintonia


Caem as letras, uma a uma...
Cai a nossa roupa, espalha-se pelo chão,
Rebolam os versos nos nossos corpos
Em alegre sintonia.
Sinto-te na minha carne, quente...
Entras devagar, dentro de mim
E sacias-me a fome e o querer.

Transpiras-me,
Inspiras-me!

Realizo-te as fantasias mais loucas
Numa entrega indiscreta,
E quente, ardente...
Tomo-te e imaginas-me tua.
Inventamos caminhos indecentes
Para percorrermos juntos
E chegarmos, loucamente, ao fim

por Vera Sousa Silva
fotografia de autor desconhecido

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Amante sensual


Abre a boca
E devora-me a língua
Em gestos soltos e precisos
Como se não te chegasse o tempo
Para me amares com loucura.
Enrosca-te nas minhas coxas
E prova o meu néctar de mulher.
Deixa-me gritar
E leva-me ao céu,
Entra em mim
Profundo,
Em movimentos perfeitos
De amante sensual,
E no fim
Sacia-me a sede
Do teu vigor.

por Vera Sousa Silva
fotografia de Trevor Watson

terça-feira, 14 de abril de 2009

Saberás o que queres?


Caem as letras, uma a uma...
Cai a nossa roupa, espalha-se pelo chão,
Rebolam os versos nos nossos corpos
Em alegre sintonia.
Sinto-te na minha carne, quente...
Entras devagar, dentro de mim
E sacias-me a fome e o querer.

Transpiras-me,
Inspiras-me!

Realizo-te as fantasias mais loucas
Numa entrega indiscreta,
E quente, ardente...
Tomo-te e imaginas-me tua.
Inventamos caminhos indecentes
Para percorrermos juntos
E chegarmos, loucamente, ao fim

Inspiras-me!
Transpiras-me!
Sintonia
Voluptuosidade
Sou tua
Saberás o que queres?

por Vera Sousa Silva
fotografia de Tuta

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sou tua


O meu corpo
Tem toque de veludo
Na entrega carnal
Dos afectos
E desejos incontidos
Que não escondo
Atrás de máscaras
De menina decente.
Sou mulher,
Inteira, completa,
E quero-te
Ávido de mim,
Sedento dos meus seios
E ansioso
Pelo roçar das minhas coxas
Que se abrem para te receber.

Completa-me e mistura-te
Com os fluidos lascivos
Que se unificam
Em matéria
Que anseio receber
Dentro de mim...

Vem...
Sou tua!

por Vera Sousa Silva
fotografia de Didier Carré