Sou taça...
de gelado com banana...
e chocolate liquido...
e chantilly...
devo atrever-me a contar-te o resto?
Pode começar a derreter mais depressa e escorrer para todo o lado, aviso-te!!!...
Esta demência que me anda a invadir...
não, não foi o coração que me danificaste...
foi o fígado, de tantas bebedeiras existênciais,
a pureza etílica que escorria do suor do teu corpo e eu tragava...
esse vinho agri-doce que lançavas em mim,
bebi-te demais e fiquei zonza...
por Joana Well
fotografia de autor desconhecido
57 anos, profissional liberal. Vivo no Porto. Adoro mulheres sensuais, apaixonadas, vibrantes... Acompanhante masculino. Simpático, discreto, culto, meigo e carinhoso. Desloco-me a domicílios, hotéis e motéis. Disponibilidade algo limitada, por motivos profissionais. Qualquer encontro deverá ser marcado com alguma (pequena) antecedência.
Mostrar mensagens com a etiqueta Well. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Well. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 10 de julho de 2012
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Nua

Tinhas as mãos aos meus pés; como espuma nos pés suaves de uma menina. As mãos aos pés da menina aos teus pés a descobrir um amante; subitamente de mulher a menina... Tiravas devagarinho as minhas sandálias de mulher com os teus dedos límpidos, tão límpidos que podiam espelhar o rubor das minhas faces; os teus dedos tão firmes de calor, o calor dos teus dedos ensinava uma nova coerência às minhas mãos tão vagas; as minhas mãos tão cegas de ti caminhavam na ponta dos dedos, andavam tacteando a tua luz. Mil amantes que se esfumaram, nenhum tinha existência. E de novo o desejo tímido, faminto de querer saber-se; saber-me em ti, o meu corpo pequeno cheio do teu corpo grande...
por Joana Well
fotografia de Kopysov Eduard
sábado, 28 de agosto de 2010
Desabrochar

A menina de desejo ardente
pisa cada pedra da calçada
cada pedra, seu caminho
mal-me-quer, bem-me-quer
quem-me-quer; vem tempo
e tempo traz sempre gente
animada, inanimada, desanimada
bico que parte, passarinho
quem-me-quer, bem-me-quer
mal-me-quer, flor do campo
abre vermelho em verde ausente
azul em cheiro de fonte rosada
rosa que parte, espinho
bem-me-quer, mal-me-quer,
quem-me-quer, à flor do corpo
pétala de menina que tudo sente.
por Joana Well
fotografia de Mikhail Surkov
sábado, 16 de janeiro de 2010
Ritual

Eras um ritual do louco cru,
na crueldade de apenas ser
nem eras, e eras tão, tão tu,
que nós lambíamos a morder
poentes, um corpo a corpo a nu;
Gritei, já nem sei escrever,
mata-me que já nem sei morrer:
quando entras, nada quer sair
quando sais, tudo quer dormir;
só sou parto quando a doer,
trespassa-me, sê fálico,
tudo em mim quer-te sofrer,
quero o profanar trágico,
a testa no meu baixo-ventre,
esse gozo dorido do prazer,
entre-pernas que o centre,
e o âmago que o consente
o dê à página que o lamente,
o dê à pena que o invente...
por Joana Well
fotografia de Sergey Prokhorov
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Amante

Amante... antes de ti, a brisa...
Janela entreaberta... porta entreaberta... coxas entreabertas... ligeira corrente de ar quente, movia-se em linha pelo quarto, percorria, no seu caminho, o meu corpo adormecido... Sonhei com caricias de muitos dedos, acordei e espreguicei-me... antes de chegares... e tomares o lugar da brisa...
por Joana Well
fotografia de Gabriele Rigon
Subscrever:
Mensagens (Atom)
