
Eras um ritual do louco cru,
na crueldade de apenas ser
nem eras, e eras tão, tão tu,
que nós lambíamos a morder
poentes, um corpo a corpo a nu;
Gritei, já nem sei escrever,
mata-me que já nem sei morrer:
quando entras, nada quer sair
quando sais, tudo quer dormir;
só sou parto quando a doer,
trespassa-me, sê fálico,
tudo em mim quer-te sofrer,
quero o profanar trágico,
a testa no meu baixo-ventre,
esse gozo dorido do prazer,
entre-pernas que o centre,
e o âmago que o consente
o dê à página que o lamente,
o dê à pena que o invente...
por Joana Well
fotografia de Sergey Prokhorov
2 comentários:
tão intenso. palavras tão fortes. bj
Minha querida Maluquinha,
faz-nos sentir um arrepio, não é?...
Beijinho
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