quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Poemas para a amiga (Fragmento 3)


É tão natural
que eu te possua
é tão natural que tu me tenhas,
que eu não me compreendo
um tempo houvesse
em que eu não te possuísse
ou possa haver um outro
em que eu não te tomaria.
Venhas como venhas,
é tão natural que a vida
em nossos corpos se conflua,
que eu já não me consinto
que de mim tu te abstenhas
ou que meu corpo te recuse
venhas quando venhas.

E de ser tão natural
que eu me extasie
ao contemplar-te,
e de ser tão natural
que eu te possua,
em mim já não há como extasiar-me
tanto a minha forma
se integrou na forma tua.

por Affonso Romano de Sant’Anna
fotografia de Aleksandr Zhernosek

6 comentários:

Marta disse...

Tão natural o prazer....
O riso, os olhares cúmplices...
Boa escolha e boa foto...
Gostei muito...
Beijos e abraços
Marta

Afrodite disse...

tão natural...como a sua sede
hum, ou será fome?
se isto é para uma amiga, imagino como será para alguém mais que isso ...no mínimo divino :-))

mari disse...

Conheces bem a alma e o desejo de uma mulher! Sim, é assim que deve ser,o estar com outra pessoa deve ser um acto natural, quente, húmido, sem constrangimentos ou hesitações. Excelente escolha no poema e fotografia, mais uma vez, nada que te surpreenda :) !

Pedro M disse...

Ohhh Marta...

mas não deveria ser sempre assim, natural?

Um beijo

Pedro M disse...

mmm Afrodite...

sim, fome... fome de prazer... vontade de morder a tua pele... levemente... suavemente... numa carícia de meus lábios sobre teus seios...

Um beijo

Pedro M disse...

Ohhh Mari...

Um acto quente... húmido.. natural... em que finalmente o teu corpo repousa sobre o meu...

Um beijo