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sábado, 2 de agosto de 2008

A sós no escuro II

Há algum tempo atrás publiquei o post A sós no escuro inspirado por Jade no seu post A Sós (Ele). Hoje recebi um comentário a esse meu post, que me foi enviado por uma leitora anónima. Senti-me lisonjeado e não resisti a publicá-lo aqui. Espero que seja do vosso agrado, tal como foi do meu.


No teu, ou no meu quarto,
É no nosso espaço...
olho-te... vejo teus gestos entre a luz que brilha do luar.
Teus dedos grandes apertam teu sexo, e meu olhos sonham em lhe tocar...
mexes, continuas a mexer e eu a olhar!
Inunda-me de desejo...
Sinto enorme vontade de me aproximar.
Ligeiramente aproximo-me quando tu, de olhos fechados soltas um grito...
Sinto-te ofegante... sinto o calor do teu corpo já perto de mim.
Com as minhas mãos interrompo os teus gestos substituindo-as pelas minhas mãos.
Aperto teu sexo entre as minhas mãos e tu, de olhos fechados sentes-me substituir-te.
Com a minha língua percorro-o, lambendo-o como quem lambe um gelado numa noite de Verão...
Duro, teso, sinto-o vibrar...
Acaricio-o com a minha boca...
E com os meus lábios percorro-o num vai e vem sem parar, entre gemidos quentes.
Sinto-te vir, sinto-te perder o controlo e de repente soltas em ti um grito e jaz...
Os nossos olhos cruzaram-se de desejo por mais e muito mais... até que o cansaço nos envolveu.

Escrito por uma leitora anónima
fotografia de Anthony Boccaccio

segunda-feira, 16 de junho de 2008

A sós no escuro

Hoje não vos ofereço um poema. Este post é mais íntimo, talvez um pouco cru, visceral. Há duas semanas atrás, Jade colocou no seu blogue o texto A Sós (Ela), e pediu-me que lhe descrevesse como faria um homem. Apreciei o seu pedido, mas acabei por não ter muito tempo disponível. Entretanto Jade publicou o seu A Sós (Ele). Adorei a história, excitou-me a possibilidade de ser observado. É incrível como as palavras despertam a nossa imaginação, como construimos uma imagem do outro, que só conhecemos através dessas mesmas palavras. Assim, ontem à noite escrevi este texto que aqui vos deixo, e que espero que te agrade Jade.



No escuro
Imagino-te deitada, nua,
Aqui na minha cama, a meu lado.

Enquanto me toco,
Enquanto seguro meu sexo entre minhas duas mãos,
Enquanto me acaricio,
Num vaivém contínuo e lento.

Aos poucos vai ficando duro,
Pulsante e quente.
Cubro-o de saliva, massajo-o.
Gemo num sussurro.
mmm...

Estremeço.
No luar que invade o quarto
Pressinto a tua presença.
Sinto, mais do que ouço, a tua respiração.

Sei que estás aí.
Excita-me saber que me observas.
Que és cúmplice do meu prazer.
Entre minhas mãos
Meu falo responde palpitante.

Acelero os movimentos,
Arqueando um pouco as ancas.
Ahh!!! Como está grande!
Quero que o vejas,
Assim, erecto, possante!

Está húmido.
Uma gota transparente escorre da glande.
Está brilhante.
Imagino teus lábios formando um O,
Envolvendo meu pau, subindo e descendo.

Toco-o devagar.
Como se fosses tu.
Imagino a carícia de tua língua.
Lambendo-o,
Provocando-me.

Um arrepio de prazer invade-me.
Páro e aperto-o entre as minhas mãos.
Está já todo molhado, viscoso,
Como se me viesse aos poucos,
Num contínuo prazer.

Pressinto a tua respiração,
Tão ofegante como a minha.
Imagino onde terás teus dedos.
Fecho os olhos.
Gemo alto!

Não aguento mais.
Sinto teus olhos cravados nas minhas mãos,
No meu sexo.
Com as duas mãos inicio um movimento rápido,
Imparável, quase violento!

Para cima e para baixo!
Mais depressa!
Sinto como vibra, como pulsa!
Gemo, grito!
Dois, três jactos brancos escapam-se entre meus dedos entrelaçados.
Duas, três vezes sinto os espasmos que os acompanham.
Duas, três vezes sinto o teu olhar de espanto, de desejo!

Pedro M.
Fotografia de Anthony Boccaccio