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terça-feira, 3 de julho de 2018

Prazer



Sonhei esta noite... que a tua pele me envolvia por completo...
Senti a tua língua sofrega, intensa a vaguear pelo meu sexo...
Senti o meu corpo a relaxar, a abrir-se ao teu desejo...
Soltei um grito poderoso e pedi mais... a tua mão a brincar com o meu seio, a tua língua a entrar em mim, exigente...
O meu corpo elevou-se num arco para que me visses inteira...
Cerrei as mãos, porque o prazer entranhou-se em mim de tal maneira que fiquei dorida, exausta.
Gritei novamente e senti-te a preencher cada cantinho secreto do meu corpo...
E, depois... sorri-te...

de uma leitora anónima
fotografia de autor desconhecido

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Especialmente para ti Pedro M


Há já bastante tempo, uma leitora anónima deixou ficar um pequeno texto erótico como comentário a um dos meus posts. É um texto muito bem escrito, cheio de pormenores excitantes. Como muitas leitoras não visitam a caixa de comentários, decidi dar-lhe o destaque merecido. Espero que o apreciem, tanto como o eu apreciei.
Num próximo post, publicarei a minha resposta a este comentário.



No final do dia ao entrar em casa, pouso a pasta, descalço-me e tiro a minha saia.
Entro na sala escurecida pelas janelas fechadas. Sento-me na minha cadeira vermelha a relaxar. Desabotoo a camisa branca e alço a perna direita sobre o braço da cadeira.
Trago aquela lingerie preta que me realça o peito, que tu tanto gostas.
Com os botões abertos olho para o vale que forma e não resisto. Com a mão direita percorro o vale acariciando cada montanha... hum! Do vale ao cume... por toda a montanha... por toda a paisagem.
Não contente com as minhas carícias, com a outra mão, começo a acariciar as minhas coxas e o meu sexo, já húmido.
Entre abrir e fechar olhos, entre mordidelas dos meus lábios, delicio-me ali, sozinha, no escuro, de pernas abertas na minha cadeira vermelha.
Sinto o meu coração a bater, a chamar cada vez mais forte, com mais ritmo, a minha respiração ofegante, cada vez mais descontrolada e eu esfrego-me, e eu sinto cada pedaço da minha pele, cada pedaço de mim! Eu dou-me a conhecer, o meu cheiro, o meu corpo.
De repente... um flash de luz zarpa! Abro os olhos e vejo a tua sombra, ali sentado quase à minha frente... nu... acariciando o teu sexo já duro e hirto, olhando-me. Não te tinha visto antes!
Como tu te excitas ao ver-me tocar-me! O teu rosto de prazer... de desejo desenfreado, mas gélido.
Tu, ali, no escuro, masturbavas-te... e sem eu te ver.
Fecho os olhos novamente, não me monstrando incomodada com a situação e continuo, avanço a um ritmo mais acelerado, gemendo, gritando, até que... Sinto-te! De olhos fechados sinto a minha mão ser substituída pela tua língua que me invade as entranhas e me faz delirar. Que me percorre os caminhos dos meus lábios e me sacia o desejo... em paralelo as tuas mãos acariciam o meu peito. Sinto os teus dedos, cada pedaço da tua pele em minha pele, milímetro por milímetro, sinto-te.
Quero mais e mais e tu dás-me mais e mais e não paras e eu não páro e grito e gemo e agarro-te a cabeça e não sei o que te faço. Desespero de desejo! De prazer de vontade de te ter.
Solto-me da cadeira agarro teu sexo! Ai como o agarro, ai como o quero.
Unimos nossos corpos pelas nossas línguas... continuas percorrendo meu sexo sugando-me, e eu, saboreio-te. Sinto cada pedaço do teu sexo. Está como eu gosto, duro, húmido, meu. Sentes a minha língua e retrais-te!
Ai, como me deixas louca de tesão!
Enrolamos nossos corpos, entras em mim ou eu em ti... é tao forte a união dos nossos corpos que já não te sei dizer!
Amas-me ali, naquele momento como se eu fosse única. Amo-te como se fosses meu. Como se o tempo parasse e o mundo fosse ali, agora, sem amanhã. Renasço!
Fodes-me como nunca ninguém me fodeu!

dedicado por uma leitora anónima
fotografia de Garm

terça-feira, 7 de junho de 2016

Glosa a Providência

Santos pecados...
cometidos
(ou sufocados?!)
às mãos de Manuela!

Terá Satanás previsto,
a audácia,
o tamanho risco
de confiar em mãos alheias
tal capacidade de tocar...?!

de uma leitora anónima
fotografia de Mikhail Nekrasov

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Vermelho


Esta noite vou enlouquecer e atrair-te para essa minha loucura.
Vou acender velas aromáticas, espalhar petálas de rosa pela casa e cobrir a cama com uma colcha vermelha.
Escolhi um roupão de seda, quase transparente, mas ainda não decidi se vou deixar que sejas tu a arrancá-lo, apressado, ansioso do meu corpo.
Talvez faça um striptease, desnude os ombros primeiro, depois um seio, a seguir o outro, deslizando o roupão lentamente até ao chão e expondo, finalmente, o meu sexo já húmido!
Quero, então que me deites na cama...Mas não, não quero que entres já em mim.
Quero que espalhes este óleo nas costas, que me acaricies a nuca, os ombros e que me percorras as costas, acendendo-me o desejo.
Abafo o grito de prazer na almofada e viro-me lentamente para que vejas e sintas como os meus seios se empinam, como os mamilos estão erectos e o meu braço sobe, enrosca-se no teu pescoço e traz-te até aos meus lábios, entreabertos.
Beija-me... Procura a minha língua, conquista-a!
Desce a tua mão... Insinua-te ao meu sexo... Brinca, provoca-o!
Grito, sinto uma onda de calor a invadir-me e guio-te, desta vez a tua boca, até ao meu sexo.
E navego contigo num mar de prazer indescritível...


dedicado por uma leitora anónima
fotografia de autor desconhecido

domingo, 8 de setembro de 2013

Esta noite


Esta noite
Tranquiliza-me a alma

Afaga-me o corpo
Sem perguntas, sem respostas

Apenas
O olhar cúmplice
O beijo imenso
têm hoje aqui voz...


dedicado por uma leitora anónima
fotografia de Sanvean

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Prazer


Sabes como tornar o meu corpo dócil…

Ajoelho-me…
Para te saborear,
sentir o teu desejo na minha boca…

Completas-me….
Com a tua mão na nuca,
excitada e excitante…
Com o teu grito,
quando me ergues…
Quando as minhas pernas enlaçam
a tua cintura…
E a minha boca te exige uma resposta…

Línguas enroscam-se…

Braços apertam-se…

Desenha-se,
em cada um de nós,
as curvas dos corpos suados…

Caímos na cama
e abandonamo-nos
ao silêncio do prazer…

escrito e dedicado por uma amiga
fotografia de Pavel Kiselev

domingo, 21 de novembro de 2010

Nunca


Nunca pensei...
Escrever sobre coisas tão naturais,
como tesão, orgasmo
ou prazer.

Estender-me nua na tua cama e
deixar que me olhes, faminto.
Que me massajes devagarinho a pele,
me digas baixinho como é macia.

Oferecer o meu mamilo
à tua língua desejosa,
e agarrar-te, louca o cabelo.

Ou então, abrir as pernas,
tocar-me provocante,
para que sintas o meu cheiro.

“Quero-te”, grito…

Abraço-me, totalmente ao teu corpo
ofegante.

escrito e dedicado por uma amiga
fotografia de Garm

domingo, 18 de abril de 2010

A tua boca


Vês aqueles dois no espelho?
Somos nós,
o cheiro já a misturar-se,
a pele a fundir-se,
as mãos a conquistarem-se
mutuamente.

A tua boca...
declara-se à nuca,
mas eu nem escuto.
Totalmente fascinada
pela onda de calor
que me excita ainda mais
e faz com que eu me vire.

Te olhe nos olhos,
sorria
e seja agora
a minha boca
a deliciar-se com a tua.

Depois, encosto-me
nas almofadas
e
sinto que ela
(a tua boca)
me segue.

escrito e dedicado por uma amiga
fotografia de Matteo Bertolio

domingo, 21 de março de 2010

O meu desejo


A tua mão continua
pousada na curva
do meu ventre.

A palma da minha
toca-a levemente.

Confortável,
puxo-a
até tocares no
meu sexo.

Sinto-a a abrir-se,
pressiono-a
gentilmente.

Sinto-a a deslizar
ainda mais,
a procurar-me,
a encontrar
a minha vontade.

Todo o meu corpo se contrai,
quando a tua língua
me deseja
também.

“Não, não vou gritar”
o meu último pensamento
coerente,
antes de gritar
bem alto.

Escrito e dedicado por uma leitora
fotografia de autor desconhecido

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Olhos nus (II)


Vem...
Vê-me nua,
o corpo e a alma.

Rasga-me a roupa,
prende-me as mãos nas tuas.

Contorna os meus lábios
com o indicador.

Mordo-te suavemente
e aperto-me mais contra ti.

Sinto a tua erecção,
A minha resposta.

Peço-te.
Vem,
funde-te em mim.
Dá-me o teu prazer,
reencontra-te com o meu...

dedicado por uma leitora anónima
fotografia de Moi

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Noite


Adoro a noite.
Nela, deposito as minhas fantasias.

Gosto de ser louca e de te enlouquecer.
Com os desejos do meu corpo.

Esta noite..
Vou confundir-te.
Deixar que o meu cheiro se entranhe em ti,
sem que me vejas.

Velas acesas, lingerie espalhada.
Estarei no quarto nua?

Vem..
Descobre onde estou..
Fica nu também.

E perde também a cabeça...

dedicado por uma leitora anónima
fotografia de Afealle

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Desejo


Liberto os seios,
Da renda e dos laços.
Instintivamente os braços cobrem-nos...

Avanço para a cama onde me deito.
Fico indecisa...
Afasto os braços...

Parecem desprotegidos... os seios...
Anseiam o teu toque... os bicos já duros.
Ergo a anca... tiro as cuecas já sem vergonha...

Obedeço ao que me segreda a fantasia.
Abro as pernas... o mais que posso...
Num convite... que já adivinhaste...

Inclinas-te... deixas que a tua língua brinque com o meu umbigo...
Abafo um pequeno grito de surpresa...
Mas a tua língua sabe onde a espero...
E, sem pressas, encontra-se comigo e com o meu desejo...

dedicado por uma leitora anónima
fotografia de Kacper Kiec

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O meu sonho


A noite já ia longa e eu já te esperava. Sentada naquela rocha junto ao mar, aguardava-te enquanto ias buscar a nossa bebida.
Encostei os meus joelhos ao meu queixo e abracei-os com os meus braços.
Ao fundo olhava-te. Via-te andar descalço sobre a areia molhada da praia.
A tua imagem era projectada sobre as ondas que te beijavam os pés e o horizonte onde as estrelas e a Lua resplandeciam. O seu brilho confundia-se com o fulgor da tua silhueta.
Eu continuava a olhar-te, até te sentares a meu lado.
Juntos de mãos dadas, apenas nós na companhia do imenso mar e das estrelas.
Entre beijos e carícias deito-me sobre a areia molhada, enquanto tu soltas as alças da minha blusa, uma por uma. Sinto o meu coração a bater cada vez mais depressa e os meus lábios a procurar a tua língua.
A tua mão percorre o meu peito tornando os meus mamilos cada vez mais tumentes.
E tu curvado sobre mim beijas-me.
Com a minha mão procuro o teu sexo. Já está duro e quente. Como estás excitado! Desaperto as tuas calças e agarro-o. Sinto-o latejar em minhas mãos.
Levantas a minha saia e com a tua mão percorres as minhas coxas querendo silenciosamente chegar ao teu porto de abrigo. Afastas-me as pernas e tocas-me. Sentes-me húmida. Com os teus dedos torneias o meu sexo.
Arqueio meu corpo de desejo. Sentindo cada toque teu.
A tua língua percorre o meu corpo, poro a poro. Deixas-me louca. Com desejo que me possuas à beira mar.
Entre gestos e carícias, sinto a minha boca a percorrer o teu corpo. De repente paro e sinto o calor que emana o teu sexo. Não resisto, beijo-o. Com a língua percorro-o e aí tu soltas um gemido e palavras que não consigo decifrar. Como sinto a tua inquietude. Enquanto devoro o teu sexo sinto as tuas mãos trémulas percorrerem o meu cabelo e o meu rosto.
E num ápice sinto-te já dentro de mim, penetras-me. Grito de prazer.
E tu beijando meu peito, mordiscando-o, entras e sais em mim… sinto o fogo a percorrer o meu corpo e grito que não aguento mais, mas quero e peço que não pares. O teu rosto malandro sobre os meus olhos deixa cair gotas de suor. Sinto o teu corpo cada vez mais intenso. Eu gemo eu grito e tu não paras. E tu gemes vincando o teu rosto com aquela expressão que é só tua. E das minhas entranhas o gozo é derramado. Os nossos corpos cansados do ritmo alvoroçado, descansam um sobre o outro. Ali, na companhia do mar que quase nos beija os pés, onde conjuntamente com a Lua e as estrelas testemunha um momento de prazer e de paixão. Onde dois corpos se unem por um momento único de prazer. E amaste-me ali junto ao mar, onde o horizonte se transformou em prata e as ondas do mar cantaram apenas para nós.

Para ti Pedro M. Um beijo molhado pela espuma branca do mar que molha os nossos corpos.

Dedicado e escrito por uma leitora anónima
Fotografia de autor desconhecido

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Como eu gosto


Sinto um arrepio…
Sinto um estremecer sempre que me tocas.
A tua mão, os teus dedos,
Veludo puro!
A suavidade da tua pele a tocar a minha!
Pura seda!
Olho-te, vejo o quanto te desejo.
Esse corpo, essa pele, esse cheiro!
Enlouquece-me o teu sorriso,
A tua língua em meus mamilos túrgidos.
Alvoraça-me teus dedos em minha vulva,
Sinto uma humidade impossível de conter.
Endoidece-me sentir-te duro em minhas coxas,
Quente, pulsante, irrequieto… como eu gosto!
Entre toques, entre beijos, entre carícias,
Loucos de prazer…
Com tuas mãos afastas as minhas coxas,
Como a desbravar o caminho que procuras.
E entras em meu corpo, como quem entra em sua casa!
Percorres-me, como se eu fosse o teu mundo,
Numa determinação única, profunda.
Conhecedora do seu território!
E ali de corpos seguros um ao outro
Em movimentos coordenados!
Perfeitamente encabados,
Perfeitamente ensaiados.
Como se se conhecessem como ninguém,
Um fora feito para o outro!
De repente, do meio do nada,
Entre movimentos desordenados,
Entre movimentos ríspidos e afogueados
Soltam-se gemidos, soltam-se gritos!
Gera-se a volúpia da paixão!
As gotas de suor escorrem nos rostos,
Os movimentos repetem-se… e soltam-se gritos!
E aí, tu… Tu ficas ali, deitado no meu braço,
Esperando que fale ao ouvido!

Dedicado e escrito por uma leitora anónima
Fotografia de Howard Schatz

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Quero


Quero sentir o teu beijo,
Quero sentir a tua barba roçar a minha pele,
Quero sentir o perfume do teu corpo,
Quero enlouquecer.
Desejo-te ardentemente.
Anseio o sabor do teu corpo.
A loucura da paixão...
A mistura da pele.
O sexo por sexo,
O desatino total,
Tu, eu, eu e tu...
Quero ouvir gritos, gemidos...
Quero sentir a vontade, a dor, o prazer...
Quero-te a jorrar-me,
Quero-te ouvir,
Quero-te a gritar para mim,
Quero-te a quereres-me
Quero-te hoje sem o amanhã!
Quero a paixão!
Quero cada momento!
Mas não quero promessas,
Mas não quero prisões...
Quero-te enquanto te quero!
Quero cada momento...
Quero-te a ti prazer que me liberta,
Que me faz sentir mulher.

Dedicado e escrito por uma leitora anónima
Fotografia de Elsker

sábado, 2 de agosto de 2008

A sós no escuro II

Há algum tempo atrás publiquei o post A sós no escuro inspirado por Jade no seu post A Sós (Ele). Hoje recebi um comentário a esse meu post, que me foi enviado por uma leitora anónima. Senti-me lisonjeado e não resisti a publicá-lo aqui. Espero que seja do vosso agrado, tal como foi do meu.


No teu, ou no meu quarto,
É no nosso espaço...
olho-te... vejo teus gestos entre a luz que brilha do luar.
Teus dedos grandes apertam teu sexo, e meu olhos sonham em lhe tocar...
mexes, continuas a mexer e eu a olhar!
Inunda-me de desejo...
Sinto enorme vontade de me aproximar.
Ligeiramente aproximo-me quando tu, de olhos fechados soltas um grito...
Sinto-te ofegante... sinto o calor do teu corpo já perto de mim.
Com as minhas mãos interrompo os teus gestos substituindo-as pelas minhas mãos.
Aperto teu sexo entre as minhas mãos e tu, de olhos fechados sentes-me substituir-te.
Com a minha língua percorro-o, lambendo-o como quem lambe um gelado numa noite de Verão...
Duro, teso, sinto-o vibrar...
Acaricio-o com a minha boca...
E com os meus lábios percorro-o num vai e vem sem parar, entre gemidos quentes.
Sinto-te vir, sinto-te perder o controlo e de repente soltas em ti um grito e jaz...
Os nossos olhos cruzaram-se de desejo por mais e muito mais... até que o cansaço nos envolveu.

Escrito por uma leitora anónima
fotografia de Anthony Boccaccio