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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Descoberta


Um CD
uma música
nós dois
um clima
o amor

Noite de estrelas
perfume de madrugada...
sensualidade

A camisa de botões entreabertos
me dá uma pequena amostra
da tua masculinidade...

eu não resisto

e abrindo botão por botão
deixo cair no chão
este primeiro obstáculo

eu te desnudo...

e te toco
te invado
percorro os teus caminhos,
invento trilhas,
descubro o teu ponto G

eu te sinto...

sem atropelos
eu brinco nos teus pêlos,
ora tímida,
ora ousada...

minhas mãos no teu corpo
fazem a sua "Cavalgada".

Te exploro
te provoco
te causo alvoroço,

brinco no teu cabelo
na tua boca
no teu rosto

te acaricio o peito
tuas costas
teu pescoço.

Passeio na tua cintura...

e pouco a pouco
eu te deixo louco

te acarinho aqui,
ali primeiro,
te toco no corpo inteiro

te encho de desejo
te levo ao delírio
incendeio esse corpo teu.

Então eu te descubro...

Eu te possuo
já não és mais o menino.
És um homem
tão... e somente meu!

Por C. Almeida Stella
fotografia de Oleg Kosirev

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Passeio


Blusa em organza branca
em transparência delicada
insinuando
mostrando tudo... mostrando nada

Botõezinhos perolados... semi-abertos
delicados...
guardam uma fronteira
entre a imaginação e a realidade
de caminhos inexplorados

Tua mão se perde na transparência
dessa diáfana blusinha.
Atravessa timidamente os limites
que os botõezinhos entreabertos deixam ver
e que o teu desejo... adivinha

Tua mão é macia
ela vai brincando,
acarinhando
invadindo a minha geografia
explorando vales, montes, planícies,
detendo-se um pouco aqui
um pouco ali,
desvendando caminhos nunca trilhados
criando atalhos...

Minha pele sente o teu toque,
a tua sedução
e no calor da tua mão
ela vibra
pede mais.

Em seu passeio sensual
tua mão desperta em mim
milhares de sensações
e aquela coisa tão louca
aquele grande desejo
de ter...

não somente a tua mão...
assim...
a me percorrer...
mas também... a tua boca!

por C. Almeida Stella
fotografia de Amanda Com

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Tango


Chorava um bandoneon
Num canto de bar.
Meu vestido vermelho
O cabelo preso numa flor,
E o tango falando de amor,
Contrastavam com a luz neon.
Nossos corpos em uníssono,
Um ballet tão sensual...
Movimentos em compasso,
Acompanhavam cada passo
Deste tango figurado,
Como um estranho ritual.
Batia o coração descompassado!
Teus lábios sensuais me enfeitiçavam,
Tuas mãos macias brincavam em mim
Como o vento brinca, namorando
As flores de um jardim.
Teus olhos escuros, meio ciganos,
Insinuavam promessas,
Dessas, que misturam
Amor, desejo, paixão e mais, muito mais...
Um perfume no ar
E abraçado ao violino
Solitário bailarino,
O bandoneon a chorar
Um velho tango de amor,
Naquele canto de bar!

por C. Almeida Stella
fotografia de Alois