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Docemente amor
ainda docemente
o tacto é pouco
e curvo sob os lábios
e se um anel no corpo
é saliente
digamos que é da pedra
em que se rasga
Opala enorme
e morna
tão fremente
dália suposta
sob o calor da carne
lábios cedidos
de pétalas dormentes
Louca ametista
com odores de tarde
Avidamente amor
com desespero e calma
as mãos subindo
pela cintura dada
aos dedos puros
numa aridez de praia
que a curvam loucos até ao chão da sala
Ferozmente amor
com torpidez e raiva
as ancas descendo como cabras
tão estreitas e duras
que desarmam
a tepidez das minhas
que se abrem
E logo os ombros
descaem
e os cabelos
desfalecem as coxas que retomam
das tuas
o pecado
e o vencê-lo
em cada movimento em que se domam
Suavemente amor
agora velozmente
os rins suspensos
os pulsos
e as espáduas
o ventre erecto
enquanto vai crescendo
planta viva entre as minhas nádegas
por Maria Teresa Horta
fotografia de Dahmne
5 comentários:
Tu prometeste, tu cumpriste.
Amei o post todo, do poema a foto.
Muito quente, muito sugestivo.
AMEI!
Beiju
mmm Vénus...
deixei-me levar pelas palavras...
deixei-me levar pelas imagens...
imaginei minhas "mãos subindo"
imaginei tua "cintura dada"
imaginei teus "dedos puros"
em minha pele
imaginei-nos curvados "loucos até ao chão da sala"!
Um beijo
Todo o corpo desfalece apenas com o teu simples sorriso malandro!
O teu olhar que desperta em mim um desejo infinito... uma vontade de deixar vaguear a minha imaginação... até onde ela me levar... nem chuva, nem vento, serão capazes de a barrar!
Um beijo ardente Pedro M.
Ohh Ana...
Deixa-me entrar em teus sonhos, tomar teu corpo em minhas mãos, tocá-lo, moldá-lo, arrebatá-lo.
Faz com que minha imaginação vagueie, embriaga-me com teu sabor a chuva, a vento, a mar...
Um beijo
O mundo dos meus sonhos está aberto ao teu. Toma meu corpo e toca-o, desvenda-o como uma criança à procura do seu presente.
Deixa que eu te leve onde as ondas me deixarem levar-te, onde a maré ancorar os nosso corpos molhados.
Um beijo
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